Desvendando a Cinomose: Qual o Exame Ideal para Diagnosticar essa Doença em Cães?

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Desvendando a Cinomose: Qual o Exame Ideal para Diagnosticar essa Doença em Cães?

A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que afeta cães e outros animais, ocasionando quadros clínicos que variam de leves a severos, incluindo sintomas respiratórios, gastrointestinais e neurológicos. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para um tratamento eficaz e para a diminuição da mortalidade associada a essa enfermidade. Com a vacinação sendo a principal estratégia de prevenção, torna-se igualmente importante a realização de exames que ajudem a identificar a presença do vírus e a condição geral do animal. Existem diferentes tipos de testes que podem ser utilizados para diagnosticar a cinomose. O exame clínico, a sorologia e os testes moleculares, como o PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), são algumas das opções disponíveis que auxiliam veterinários na identificação da infecção e no encaminhamento para o tratamento adequado. Entender qual exame utilizar em casos suspeitos de cinomose é essencial para garantir a saúde e o bem-estar dos animais de estimação, assim como para orientar os tutores sobre as melhores práticas de manejo e cuidado.

A mielina está envolvida na transmissão dos estímulos entre o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Nervoso Periférico, que se comunica diretamente com todas as células do organismo. De acordo com o estágio em que a cinomose é detectada, os cães sobreviventes podem ter paralisias temporárias ou permanentes, em função da fragmentação dos neurônios envolvidos na locomoção e na coordenação motora. Médico veterinário infectologista, imunologista, clínico e cirurgião geral. Graduado pela Universidade Estadual de Londrina – UEL, Desenvolveu Projeto CNPQ de Epidemiologia Molecular de Doenças Transmitidas por Vetores em Cães, na Universidade Estadual de Londrina – UEL.

Portanto, mantenha o seu cão com cinomose sempre longe de outros cães, e higienize muito bem tanto os potes de comida e agua, como o chão onde ele faz as necessidades. O objetivo da vacina é fazer o sistema imune entrar em contato com um vírus atenuado (enfraquecido), para que, se houver contágio, o corpo já possuam anticorpos capazes de combatê-lo. Se o animal for exposto ao vírus durante esses primeiros dias após a vacina, ele ainda pode contrair a cinomose. Mas, no geral, os quadros são mais amenos e tendem a ter boa recuperação. Os filhotes devem receber reforço 1 ano após a primeira vacina e todos os cachorros devem receber reforço a cada 3 anos ou ainda com menos tempo.

Trata-se de um soro para uso veterinário, usado como coadjuvante também no tratamento da leptospirose, hepatite infecciosa e outras viroses. Os cachorros alérgicos podem sofrer com problemas de pele mais acentuados durante todo o tempo restante de vida, mesmo que não desenvolvam sequelas no SNC. Os animais a partir dos seis anos podem desenvolver a encefalite do cão idoso, em que ocorre a degeneração neuronal do córtex cerebral, com a instalação progressiva de depressão, desorientação, pressão intracraniana e deficiências visuais. Antes mesmo do surgimento destes sintomas, a desidratação pode causar a morte. Em cães filhotes e jovens, a desnutrição pode causar danos ao desenvolvimento adequado. O organismo dos mamíferos carnívoros apresenta a capacidade de transformar a vitamina A em ésteres não tóxicos, que são eliminados na urina e nas fezes. A cinomose afeta as mielinas, bainhas lipídicas que revestem os axônios, os terminais dos neurônios (células do sistema nervoso).

Os primeiros sintomas da cinomose são semelhantes aos de um resfriado ou gripe, com espirros e tosse. Além da vacinação, é importante manter os filhotes longe da presença de outros cães adultos, potencias transmissores. Todos os cães domésticos e selvagens estão sujeitos a contrair a enfermidade. Os animais das duas raças citadas foram desenvolvidos no Tibete, país ocupado pela China situado na cordilheira do Himalaia, onde permaneciam sem contato com outros animais carnívoros.

Exames para Diagnóstico da Cinomose

Exame Clínico

O exame clínico é o primeiro passo no diagnóstico da cinomose. O veterinário avalia os sinais clínicos apresentados pelo animal, que podem incluir febre, secreções nasais e oculares, tosse, diarreia, convulsões, entre outros. Embora o exame clínico forneça uma ideia inicial sobre a condição do animal, ele não é conclusivo e deve ser seguido por exames laboratoriais para confirmar a infecção pelo vírus da cinomose.

Sorologia

A sorologia é um exame que analisa a presença de anticorpos no sangue do cão. Em geral, cães que já foram vacinados contra a cinomose podem apresentar anticorpos, mas a presença deles não significa necessariamente que o animal esteja doente. O teste sorológico pode ajudar a determinar se o animal já foi exposto ao vírus. Entretanto, a interpretação dos resultados deve ser realizada levando em conta a história vacinal e a época na qual foi feito o exame.

Testes Moleculares (PCR)

Os testes moleculares, especialmente o PCR, são considerados os métodos mais sensíveis e específicos para a detecção do vírus da cinomose. Este exame detecta o material genético do vírus em amostras biológicas, como sangue, secreções ou fluídos corporais. O PCR é especialmente útil em casos em que os sintomas não estão totalmente definidos ou quando o veterinário suspeita de cinomose em um animal que não está vacinado ou que teve histórico de exposição ao vírus. A rapidez e a precisão deste teste têm feito dele uma ferramenta indispensável no diagnóstico moderno de diversas doenças infecciosas, incluindo a cinomose.

Considerações Finais

O diagnóstico precoce da cinomose é crucial, uma vez que quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de um tratamento bem-sucedido. A escolha do exame adequado dependerá das circunstâncias clínicas e do histórico do animal. Sempre que houver suspeita de cinomose, é fundamental que o tutor procure imediatamente um veterinário para orientações sobre os melhores exames a serem realizados. A prevenção, através da vacinação e monitoramento da saúde do animal, permanece a estratégia mais eficaz para combater essa doença devastadora.

O que é a cinomose?

A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente **cães**, mas pode também afetar outros animais como raposas e guaxinins. Causada pelo **vírus da cinomose canina (CDV)**, essa doença pode causar uma variedade de sintomas, incluindo problemas respiratórios, distúrbios neurológicos e complicações gastrointestinais. O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de recuperação.

Importância do Exame para Diagnóstico

Realizar um exame adequado para a cinomose é fundamental para determinar se o animal está infectado. O exame permite detectar a **presença do vírus**, além de identificar os sintomas associados. Assim, os veterinários podem tomar decisões informadas sobre o tratamento a ser seguido. É importante ressaltar que o exame pode ser necessário em animais que apresentam sinais clínicos ou que estiveram em contato com outros animais doentes.

Tipos de Exames Utilizados

Existem diferentes tipos de exames que podem ser utilizados para diagnosticar a cinomose. Um dos mais comuns é o **teste sorológico**, que detecta anticorpos específicos no sangue do cão. Outro método, o **teste PCR (Reação em Cadeia da Polimerase)**, busca a presença do material genético do vírus. Esses exames são cruciais para um diagnóstico preciso e para diferenciar a cinomose de outras doenças.

Fatores a Considerar no Exame

Ao solicitar um  exame para cinomose , é importante levar em conta diversos fatores. O histórico de vacinação do animal é essencial, pois cães vacinados têm menor risco de contrair a doença. Além disso, a **idade do animal** e o **entorno** no qual ele vive podem influenciar na probabilidade de infecção. O contato com outros cães, especialmente em ambientes como **abrigos e creches**, também é um fator de risco significativo.

Interpretação dos Resultados

Após a realização dos exames, a interpretação dos resultados deve ser feita por um veterinário qualificado. Se os resultados forem positivos, isso indica a presença do vírus, e o veterinário irá avaliar a gravidade dos sintomas para determinar a melhor abordagem de tratamento. Caso os resultados sejam negativos, mas o animal ainda apresente sintomas, exames adicionais podem ser necessários.

Tratamento e Cuidados Pós-Diagnóstico

O tratamento para cinomose pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e do estado geral do animal. Em muitos casos, o tratamento é **suporte**, focando no alívio dos sintomas e na prevenção de infecções secundárias. Hidratação e nutrição adequadas são fundamentais. Além disso, o acompanhamento veterinário é crucial para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

Prevenção e Vacinação

A melhor maneira de proteger seu cão contra a cinomose é através da **vacinação**. A vacinação deve ser iniciada na fase de filhote e seguir o calendário estabelecido pelo veterinário. É importante manter o **vacinário em dia**, pois a imunização não apenas protege o seu animal, mas também ajuda a prevenir surtos na comunidade. Além disso, limitar o contato com animais infectados é uma boa prática para reduzir o risco de infecção.